sexta-feira, 28 de maio de 2010

A DOR


A dor da carne sendo dilacerada pelas punhaladas do amor torna-se prazer ao corpo de quem as sente.



Amando sob belas vistas reluzentes do olhar alheio: profano! Bendito és quem cumpre com o prometido, maldito és o decreto (o certo?).





A carne, a alma, o corpo, a mente (você sente?);
O gozo, o sangue, o desgosto, os cabelos, as mãos (que tesão!);
A respiração, a calma, a calma (acalma!).
O sono, a dormência, a saliência...
A VIDA, O AMOR... A DOR.


terça-feira, 25 de maio de 2010

A ditadura continua

          Sempre dizem o que é para ser feito e o que não é.


         Sempre dizem o que é errado e o que é certo. E nós nunca nos questionamos o porquê disso tudo.
        
Quanto mais as pessoas dizem que é errado, mais dá vontade de fazer.

Quanto mais a gente faz, mais a vontade aumenta.

Será que é por isso que as pessoas dizem que é errado?

Não sei... Só estou sabendo que eu, particularmente não sigo regras sociais, faço o que faço; o que quero e acho certo fazer sem prejudicar outrem.

PS.: Eu tinha apenas 13 anos quando escrevi este texto. Que criança esperta! /lalalala

domingo, 23 de maio de 2010

Aparência







        Hoje, depois de quase quatorze anos eu percebi que nós somos obrigados a viver, pensar e agir de formas iguais. Nós somos diferentes, temos dons diferentes. E são essas diferenças que nos tornam únicos.
   
Nesse mundo não podemos ser o que queremos, pois somos altamente criticados pela sociedade: amigos e até mesmo sua família.

    Todos querem que você seja “normal”.
    Que você seja igual.

    Ninguém está interessado no que você é, e sim, no que você parece.

    A aparência sem a presença.

    Para que serve a aparência se não tiver nada em sua cabeça?

    Com um tempo as pessoas vão descobrir que o que vale é o que está dentro de você, e não o que está à mostra. Uma personagem que todos fazem de boba, desinteressante e imatura.

    E o fator disso tudo é o preconceito que ainda, infelizmente, é muito forte na sociedade.

    Todos querem que você seja “normal”.
    Que você seja igual.

sábado, 22 de maio de 2010

Adolescência roubada

          Era uma noite de sábado, eu devia estar com uns treze anos de idade, chovia muito, mas a festa continuava intensamente vibrante. Até certo ponto, quando eu me vi “experimentando” pela primeira vez um líquido fermentado de novidades.
Depois dessa cerveja gelada, fui direto para uma rodinha de “amigos” que estavam bebendo algo parecido com vodca, e ofereceram a mim. Não pude resistir, aparentava ser tão gostoso... Tomei o primeiro gole, não gostei muito, pois ardeu um pouco. A partir do quarto gole estava totalmente fora de mim, senti vontade de não estar ali, queria voltar para casa, estava aflita, não fazia a menor idéia do que estava acontecendo...
Agora é domingo e está cedo, são sete horas da manhã. Estou tranqüila, voltei para casa e estou deitada no meu leito. Não me lembro da hora em que cheguei, nem, ao menos se troquei de roupa para deitar-me.
Dois anos se passaram e essa cena se repetiu por várias vezes. Havia feito quinze anos uma semana antes de ir para uma festa com o meu namorado Estevão. Quando chegamos, a festa já estava completamente repleta de pessoas dançantes e carismáticas. Um amigo de Estevão estava bebendo uísque e fumando um cigarro aparentemente não igual a alguns que vendem em supermercados. Ele me ofereceu os dois “objetos” que estavam em suas mãos, mas eu apenas quis o cigarro. Pobre de mim... Mal sabia onde estava me metendo!
Alguns meses após desse “pequeno” cigarro, fui para um baile próximo a minha casa, me encontrei com pessoas conhecidas e desconhecidas. Foi neste baile que eu conheci o lança-perfume. A partir desta droga conheci o crack e a cocaína.
Com os meus dezessete anos, já havia me relacionado sexualmente com muitos garotos que jamais soube se quer o nome, também estava viciada em muitas drogas, mas minha família nunca desconfiou, pois eu não roubava ou me prostituía para obter drogas, porque eu não precisava, minha família tinha condições.
Em um sábado à noite sai de casa e disse a minha mãe que iria dormir na casa de uma amiga (era mentira, meu objetivo era passar o fim do sábado e o dia de domingo me drogando). Não levava dinheiro comigo, porém estava com meu toca - CDs em um dos bolsos. Meu organismo necessitava de mais drogas, foi quando eu vi um rapaz e lhe ofereci o aparelho eletrônico, ele aceitou e me pagou. Fui, então, ao traficante da região, comprar drogas que eu ainda não havia experimentado: como o esctasy. Quando cheguei ao ponto de venda, aqueles comprimidos de esctasy chamaram a minha atenção.
Eu teria comprado uns seis compridos, não me lembro bem, apenas me lembro que engoli todos que comprei e ao invés de caminhar à luz do luar, voltei para minha casa aconchegante. Esse dia foi o dia mais feliz da minha vida, pois apesar de está com meus sentimentos confusos e longe do meu verdadeiro ser, eu sabia que amava minha família, no instante em que abri a porta, meus pais estavam a minha espera e eu lhes revelei que estava drogada e que era uma dependente química. Eles compreenderam-me e ajudaram-me a lutar contra a dependência.
Hoje tenho vinte e seis anos, continuo me tratando para sair da dependência química, muitas vezes ainda sinto dores, pela falta de drogas no organismo. Não quero que outras pessoas passem pelo que eu passei, pois isto é muito sofrido.
Meu nome é Elisa, mas poderia ser qualquer outro nome, Íris, Mariana, Janaína, Ângela... Qualquer um pode entrar no mundo das drogas, mas nem todos conseguem sair.

E apenas para deixar o clima de depressão..

... e vir o clima romântico. Um textículo sem título.


                 Gostaria de mostrar-te todo meu amor e sua complexidade em gestos sutis, diante de tua face e ao meu toque submeter-te ao imenso prazer da carne e ao mesmo tempo à ternura e à paz dos encontro de nossas almas.

Solitária como sempre

          Estou sozinha no meu quarto.
          A porta está trancada.
          Meus pais estão dormindo
 E eu não tenho com quem conversar.

São duas horas da manhã e eu ainda estou acordada, precisando de carinho.

          Sinto um desejo enorme de me libertar, de sair de casa e tentar “voar”.

Estou sozinha neste mundo. No meu mundo.
Num mundo de reflexão e desejos.
Desejos que nunca passam de sonhos.
Sonhos que são eternos.
Eternidade que é inevitável.

         Sinto um enorme desejo de me libertar, de sair de casa e tentar “voar”.

Estou aqui sozinha, triste e carente.
Carente de amizade e de diversão.

Diversão que só tenho quando estou com meus amigos.
Amigos que só os tenho em momentos de diversão.

         Sinto um enorme desejo de me libertar, de sair de casa e tentar “voar”.

     Hoje, mais uma vez, tentei fazer o que muitas pessoas no mundo já fizeram ou tentaram fazer: tirar a própria vida.
Mas percebi que há pessoas em algum lugar que me amam e precisam de mim, ou apenas da minha companhia, um carinho ou uma palavra de conforto.
Mas eu não tenho mais esperanças, estou neste mundo, apenas por estar, por isso me sinto presa.
E é por isso que eu quero me libertar. Sair de casa e tentar “voar”.

Voar para o horizonte, para perto das pessoas que me amam. Simplesmente para saber se perto dessas pessoas está a minha felicidade, que tanto quero neste momento.

Eu vou me libertar. Sair de casa e tentar “voar”, assim que eu puder me amar.